martes, 15 de marzo de 2016

O velho albúm......

Hola....
 Hoje sinto estar a viver um daqueles dias que ninguém desejar viver. Durante anos vivi longe dos meus.
 Foi uma escolha minha, uma escolha da qual muito aprendi, muito ganhei, mas muito perdi,
Uma escolha donde fazemos tudo a um lado y fazemos caminhos sem um guia, sem coordenadas, sem astrolábio.
Pois acreditamos no lado romântico da lua, e vemos num eclipse algo de miraculoso.
No instante de desejar retornar ao seio da minha família, daquela família que não escolhi, e que a vida me impôs, julguei encontrar tudo tal cual o tinha deixado todo o amor que respirei durante 19 anos de partilha, esqueci-me julgo eu, de descontar os anos de infância, não deveria ser contabilizada. Durante as minhas viajes de visita aos meus País, nunca senti que alguma coisa tivesse mudado, era tempo de festa, julgo que para mi e para eles.
Hoje na ausência deles, encontro que a vida obra aglossias nas pessoas, somam-se experiencias que na minha ausência modificaram a forma de ser.
As transformações inerentes, condicionam o como somos, também mudei, só que o ter estado sempre longe, me fez ter de sobreviver sozinha a cada circunstancia, pois não tinha as assas dos meus País, para me ajudar a casa deles donde me refugiar, ou os brezos da mãe para me aconchegar.
Isto não me tornou melhor ou pior pessoa, só me fez valorizar mais ainda, os instantes que tenho a oportunidade de disfrutar. De gozar plenamente de braços abertos os instantes que chegam a mi.
Sonhar, só quando durmo, e porque não consigo gerir o inconsciente, não me permito sonhar acordada, pois muitas vezes o preço de acordar destes sonhos é muito duro. Desacorrentaria um nefasto pesadelo.
Nunca tive e celebrei anos com minhas irmãs e meus País, não vi nascer nem crescer os meus sobrinhos. Sempre me senti quem chega, nunca quem esteve. Este é o preço que o imigrado leva consigo, a mala das saudades.
O retornar sentindo-se estrangeiro. O relicário de imagens a que nos aferramos quando o coração aperta.
 Cuidar daquilo que o tempo deteriorou, travar o esquecimento, avivar a memória tem muitas vezes repercussões. Sobre tudo quando alguém pretende ser juiz sem ter razão, quando assumimos o que os outros pensam o fazem de acordo a nossa intuição.
Julgo que vivemos num tribunal constante, somo incriminados, julgados, encarcerados, para não falar das vezes que somos enterrados nos sentimentos de outros.
Muitas outras é uma mensagem quem nos da a conhecer a inconformidade de alguém, pois parece que não se usa a visita, o telefonema, evadem o confronto. Isso chama-se perder o tempo. Se tens algo para me dizer…, escuta também tenho muito a dizer.
Julgo que a verdade sempre sai do coração, pois a razão apenas filtra o que se tem a dizer. E a mentira camuflei-a o confronto que mais se teme.
A muitos anos um álbum permaneceu indemne, de imediato se tornou esquecido, pedi-o para copiar as imagens que me foram unindo a um passado escrito.
Um passado nunca reconhecido, pois muitas delas não formam parte do meu tempo, das minhas lembranças. Tomei a iniciativa de dar uma nova cara, uma nova vida ao que minha mãe guardava com tanto cuidado, muitas tantas fotografias guardadas numa caixa, compunham as lembranças que se deixou para trás numa despedida sem tempo de retorno.
Pois igual a mim, eles também cruzaram o mar, a procura de alguma coisa. Isto vastou para me dizerem numa mensagem:

 “Julgo que o álbum foi pedido emprestado mas estou a ver que já tem uma dona.”,

 Julgo qué…..más ….dona…dona de que? ….Do que por direito é de todas, Por ter tomado a iniciativa de arranjar o que estava roto, deteriorado do tempo, das viagens, das mudanças. Julguei ter direitos iguais, apesar de estar ausente pelo simples facto de ser filha de ser irmã. Esqueci-me das origens de imigrantes e dos direitos que se perdem quando se toma isto por opção.
Do que ficou, detido no tempo. Hoje no meu espaço, sinto maior o vazio, Pois nada poderá preencher jamais o espaço que eles deixaram.

sábado, 9 de enero de 2016

Conta final

Querido xxxxxxxx

Desculpa esta, más ontem quando li o que ias escrevendo, senti imensa ironia no tempo. Desde que foste embora tenho tratado de que a tua decisão fosse reversível, más até a o dia de hoje, o teu rotundo não foi determinante, apesar de que os teus sentimentos sejam diferentes ao teu pensar.

 Ainda quero acreditar que todos estes anos foram sentimentos reais, pelo menos os meus tem sido autênticos.

Tenho a certeza que eu jamais poderei contrariar o que teus fantasmas e teus pensamentos te fazem sentir. As constantes inseguranças com respeito a razão do estar das pessoas a teu lado. È alguma coisa que te mantém distante, de tudo aquilo que posso dar-te ou oferecer-te.

O que sentes mais que real, é o como te sentes, e a tua precessão sempre demarcada pelas tuas experiencias passadas. Por isso aceito que eu não tenho forças para ir contra isso. És tu e não pretendo mudar ninguém.

Deste-me a escolher entre o nós, e o que sou, os meus filhos, mesmo que não viva com eles. Más antes de qualquer coisa e de maneira muito fria, te direi eles são parte de mim. E se ajudo a uma pessoa que chegou a minha vida a meia dúzia de anos, mais que obrigação tenho para com eles.

Não vou colocar em posição alguma os meus sentimentos. Nem tenho de mostrar nada a ninguém. Assim que após a última vez que conversamos e como as historias sempre estarão mal contadas, não quero estar sempre aos sobressaltos.

A tua decisão como dizes tu e mais que respeita-la, já foi aceite por mim:

“Só tem volta atrás se eu poder estar só contigo, pois foi a decisão que tomei para a minha vida  De outra maneira é-me impossível Enquanto achar que outros possam interferir no meu bem-estar contigo, não há nada a fazer”

“Eu sei como me senti, por pensar que tinha uma coisa e afinal, alguém viu e de imediato levou. Isso foi um mau presságio na nossa relação.”

A nossa relação tem sido imensamente vulnerável, pois por pequeno que seja os factos que se assemelhem as tuas experiencias passadas, te apartam.
Por isso Paulo julgo que apesar do que sintamos ambos, vai existir uma imensa parede entre nós. E prefiro ficar por aqui. Pois não tenho que dar provas do que sou a ninguém, nem tenho que demostrar com escolhas o que Amo ou não.

SOU MÃE, sou mulher, sou companheira. Até sempre.

Carta jamás enviada

Mientras mi cuerpo y alma se fundían al sentimiento de Amar, tu corazón se iba moldando a mis afectos. Sin embargo la voz de tus fantasmas pudo gritar más alto y disipar todo lo que podíamos haber logrado.
La voz del miedo, de las incertezas se apoderó de tu alma y de tu mente abriendo la mazmorra donde yacían latentes los fantasmas del pasado.
Echaste por tierra todas las batallas que juntos habíamos logrado, diste oídos a tus miedos que deberías haber mantenido distantes de la luz del amanecer.
En aquella playa juramos luchar juntos y escribir una historia, hoy la distancia nos mantiene distantes y como todo en la vida tiene un fin, los dados fueron lanzados  el juego quedo en otras manos.
La cuenta regresiva llega al final, creí que fuera posible construir sobre destrozos pasados, pero no tengo fuerzas para luchar contra la mare. Si aprendí luchar también aprendí a retirarme a tiempo. Aprendí que las historias se construyen a dos, y cuando miramos horizontes distintos,  todo termina.
Solo lamento no haber sabido a tiempo que era la escalera para subir la encuesta,  y que cuando pasara tu tormenta, desearías embarcarte en tu propia aventura del vivir. Yo he construido mi mundo con mis propios recursos. Mis sueños jamás usaron otros para alcanzar cuerpo y alma. Pues la derrota con el tiempo te deja las manos vacías. Vuela como el viento.
Nunca supiste realmente que las raíces pesan, pues jamás conservaste raíces. No sabes lo que significa amar realmente, nunca coloques a una mujer el tener que escoger entre amores. Pues la voz de las entrañas ciertamente gritará más alto. Y si no sabes de ese sentimiento, no juegues al progenitor perfecto, pues otros fueron los que hicieron lo que tú deberías haber hecho.

Nunca es tarde para descubrir la verdad que se trata de camuflar con palabras bonitas, es el tiempo que nos revela el verdadero yo de las personas. Y si viste un futuro incierto yo viví un presente de falsedad.

Ellas mantienen pensamientos y sentimientos silenciados en cada letra y frase que quedaron plasmadas en esas cartas que jamás encontraron el instante preciso de ser enviadas,
a quien las quisimos hacer llegar, distancias que se acercaban y que quedaron inscritas en el añil de un papel sutilmente perfumado.
Cartas dulcemente esperadas,
Otras veces fueron la forma de concluir un cuento que se creyo perpetuo en el tiempo.
Muchas son las cartas que se guardan como tesoros secretos de un tiempo, un sentir, una suplica, un amor y desamor al mismo tiempo.
Quien no ha comenzado con una misma frase…..
Querido Amor.